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Uva Niagara Rosada, nosso patrimônio

Em 1933, três cachos de uvas Niagara, rosados, surgiram em meio às dezenas de outros brancos pela primeira vez. Essa obra da natureza é que diferenciaria as uvas de Jundiaí de todas as outras do mundo e foi encontrada pelo viticultor Aurélio Franzini, nos vinhedos de propriedade de Antônio Carbonari. A emoção foi tão grande que o imigrante italiano proprietário das terras, pegou um pedaço de camisa e o amarrou no galho para marcar o local em sua fazenda localizada no bairro Traviú, em Jundiaí/SP. Esse acontecimento é o marco que traria para a cidade o título de Terra da Uva. Da perspectiva agronômica, a uva Niagara Rosada é o resultado de uma mutação somática, a partir da variedade Niagara Branca, cultivar americana introduzida no Brasil por Benedito Marengo por volta de 1894 e que apareceu em Jundiaí pelo ano de 1910, pelas mãos dos produtores Roberto Carbonari pai e filho.

Em 1934, com a 1ª Festa da Uva da cidade, ficou evidente a força dessa cultura na região de Jundiahy (grafia na época).

O ano de 1935 marcou o início da expansão vertiginosa do cultivo da Niagara Rosada, que logo arrebatou a predominância da variedade original branca, transformando-se na variedade símbolo da viticultura no Estado de São Paulo.

Nos dias atuais, Jundiaí e região ocupam o primeiro lugar no ranking dos municípios paulistas produtores de uvas rústicas de mesa. Conforme dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, em 2019, foram colhidos quase 48.000 toneladas de uva, sendo a maior parte composta pela uva Niagara Rosada.

A variedade rosada apresenta o fruto com um revestimento branco sobre a casca denominado “pruína”, que nada mais é do que uma cera que protege a casca da fruta e acaba por melhorar a aparência da uva. Além disso, tem propriedades diuréticas e contém vitaminas A, B e C, assim como é rica em sais minerais, principalmente potássio.

Considerando a importância histórica da Uva Niagara Rosada para Jundiaí e outros municípios do Circuito das Frutas, e de sua reputação diferenciada quando produzida nas terras que a originaram, os produtores locais se uniram e já estão em fase avançada do processo para o reconhecimento da indicação geográfica – Modalidade Indicação de Procedência.